Fa�a voc� tamb�m o teste, e descubra a heroina que h� em voc�





Revista TPM
Bolsa de Mulher
Dois Neur�nios
Pit e Malu



Mulheres Antenadas

20/08/2004 14:50
Recebi de uma amiga o texto abaixo,estou repassando conforme recebi, e como o achei de uma verdade imensa, o coloco aqui, para todas nós lermos e refletirmos, pelo menos um pouco sobre o assunto.

"O filme Pão e Tulipas conta a história de uma dona-de-casa que viaja de excursão com a família mas é esquecida pelo ônibus num restaurante de beira de estrada. Então ela aproveita para "tirar férias" da vida que levava: pega uma carona, vai pra Veneza e começa a excursionar sozinha por uma nova vida.
Ao sair do cinema, me lembrei de uma passagem do livro Ela é carioca, de Ruy Castro. Lá pelas tantas ele conta que determinada mulher havia viajado muito e freqüentado todas as festas, até que casou, teve três filhos e por pouco não se aquietou. "Se ela se distraísse, acabaria sendo feliz pra sempre."

Ser feliz pra sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. A personagem de Pão e Tulipas estava sendo feliz pra sempre, até que descobriu que a felicidade muda de significado várias vezes durante o percurso de uma vida. Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.

Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses e infeliz por uns dias, felicíssimo por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto ser feliz porque uma ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia.

Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto da montanha-russa, a vida. Isso porque creio possuir um certo grau de responsabilidade que me permite saber até que altura posso ir e que tipo de tombo posso levar sem me machucar demasiadamente: alto demais não vou, mas ficar no chão o tempo inteiro não fico.

Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar."

Martha Medeiros


enviada por Antenada






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)